
Reflexões sobre a questão do diagnóstico na psicoterapia
O Construcionismo Social entende que o diagnóstico é, sim, importante para a psicoterapia. Mas ele propõe um cuidado extra ao avaliar se ele promove inclusão ou exclusão das pessoas.
Quando pensamos em políticas públicas de saúde, por exemplo, o diagnóstico é fundamental para o fortalecimento dos direitos, assistência médica e farmacológica. Entretanto, na psicoterapia, o diagnóstico não pode estar à frente da pessoa que procura por nossa ajuda. Por isso, o Construcionismo Social nos convida a refletir sobre o uso e impacto desse diagnóstico.
Isso porque, na psicoterapia, trabalhamos com a “pessoa” e o foco é ampliar seus recursos, facilitando o acesso a outras possibilidades de interação na vida social. Neste sentido, o diagnóstico pode ser considerado como uma possibilidade de orientação para a terapeuta, mas não define a identidade da pessoa que busca terapia. O uso e insistência pela palavra “pessoa” é proposital para nos lembrar o cuidado de não transformar o diagnóstico em um estigma que marca a vida do outro para sempre.
Nosso exercício, portanto, é pensar no diagnóstico como algo circunstancial e não como algo identitário.
A intervisão clínica é um espaço seguro e apropriado para refletirmos sobre essas questões.
Gostaria de estudar mais sobre o construcionismo Social? Solicite informações sobre nossos grupos de intervisão.