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Etarismo

Provavelmente, assim como eu, você deve ter se surpreendido com esse vídeo. A pergunta que fica é “cadê a velhinha?” Velhas são as nossas ideias sobre como uma pessoa com mais de 60 anos deve se comportar.

 

Nossas crenças sobre o envelhecimento precisam se reciclar. Dependendo da classe social, os avós de hoje estão malhados, são independentes e fazem sexo com muito prazer. Essa é a realidade de alguns privilegiados com boa situação financeira.

 

O etarismo é uma atitude preconceituosa e discriminatória em relação a idade de uma pessoa, a mulher do vídeo nos surpreende porque a ideia normalizada sobre o envelhecimento não condiz com uma roqueira.

 

O preconceito pode vir com comentários “você está velho demais para isso”,

“isso é coisa de jovem”, pressuposições das competências pela idade e não pelas habilidades da pessoa, ou mesmo pela exclusão de oportunidades de trabalho e de estudos.

 

A cultura dos povos originários da África e do Brasil privilegiam a sabedoria dos mais velhos e a ancestralidade. Nessas sociedades, os anciãos e anciãs são respeitados por suas experiências. Em nossa sociedade, que se diz civilizada, muitas vezes são excluídos do convívio social e profissional.

 

A diversidade de idade traz novas perspectivas e enriquece a experiência de todas as pessoas.

 

Saber envelhecer também é um processo e muitas vezes tema de sessões de terapia.

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