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Crises silenciosas: quando o amor esfria, mas ainda pode se aquecer

Você já sentiu que, mesmo morando na mesma casa, parece viver em mundos diferentes do seu parceiro? As conversas ficam raras, o carinho está ali, mas não aparece… dá lugar às tarefas e o silêncio se torna um visitante constante. Não houve uma grande briga, nem um motivo específico, mas algo mudou.

 

É nesse espaço quase invisível que muitas relações começam a se perder… e nem todas percebem a tempo. Bom, eu percebo muito isso, e se esse trecho te chamou a atenção, talvez eu consiga ajudar! 

 

Diversas são as razões que levam um casal a se distanciar, não existe um único motivo e cada casal vivencia de maneira muito particular esse afastamento. No entanto, uma coisa existe em comum: esse distanciamento não acontece de repente de um dia para a noite. 

 

Pouco a pouco, quase sem perceber, ele foi construído por ambos. 

Um dia se esquece de compartilhar algo importante para você, e aos poucos a vida da outra pessoa deixa de ter seu interesse, a atenção ao ouvir o que outro fala já não é importante e os olhares deixam de se cruzar. No lugar de conversas interessantes, o casal vivencia a divisão de tarefas do lar e das contas a serem pagas, o diálogo passa a ser monólogo, e a troca é apenas de bom dia ou boa noite ou aquelas que são essenciais para a rotina.

 

Se esquece do beijo na boca, do sexo que vai ficando para trás, e gestos de carinho são substituídos por cobranças. Na maioria das vezes esse casal não discute, não briga, mas também não compartilha. 

O celular e as redes sociais preenchem o silêncio e o vazio que agora é o padrão da relação. 

 

Evitar discussões nem sempre é uma boa estratégia!

 

A gente se acostuma a se calar e ao longo do tempo isso nos faz sentir que não existe espaço nesse relacionamento.

 

Brigas também são oportunidades para rever combinados que não funcionam mais, falar do que incomoda, de sonhos que ainda não tiveram espaço para serem concretizados, medos e inseguranças que precisam do apoio do outro.  Tudo isso fortalece a intimidade do casal para que juntos possam estar unidos e criar soluções para os desafios que enfrentam juntos. 

A rotina nos dá a ilusão de segurança, parece que a vida fica previsível, você já sabe o que vai acontecer ou o que precisa dizer para conseguir o que quer. O cuidado é que essa suposta segurança e previsibilidade aos poucos se transformam numa prisão emocional ou em uma vida com menos cores…ah, e o relacionamento, pode colorir, e muito!  

 

A vida requer uma certa dose de aventura, de risco, de imprevisibilidade, de prazer.  A conquista mora no inesperado, na surpresa, no desejo da descoberta. Se eu já sei tudo sobre o outro, o interesse desaparece.

 

A vida a dois também requer risadas, brincadeiras, caminhar juntos, saber que o melhor lugar é estar ao lado do outro. Às vezes se caminha junto, outra vez se está a frente e outra o outro comanda e é nessa dança que o passo do casal constrói o ritmo da relação. 

 

Te pergunto: quando foi a última vez que vocês riram juntos? 

 

Você sente que ouve e é ouvido? 

 

Você se sente valorizado nesta relação? E sabe valorizar o outro?
Ser reconhecido por quem amamos é importante. 

Falar sobre o que incomoda é necessário, mas o tom da conversa não é de acusação e sim de diálogo. Se é difícil dialogar, chegou o momento de procurar por terapia de casal.

Se você se identificou com algo e o texto te trouxe desconforto, é porque ainda há espaço para diálogo! Não se assuste: desconforto também pode ser o ponto de partida para transformação.

Podemos avaliar juntos como dar os primeiros passos para aquecer novamente essa relação.

 

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