Blog

Terapia individual: um processo co-construído entre terapeuta e cliente.

Você compartilha com sua terapeuta quando se sente desconfortável com a própria terapia?

Essa pergunta pode à primeira vista parecer óbvia, mas não é. Muitas vezes as pessoas por não se sentirem confortáveis interrompem o processo terapêutico, sem compartilhar seu incômodo.

Nem sempre porque não tem um bom vínculo com a profissional, mas por talvez assumirem um papel passivo no processo terapêutico. Outras pessoas, até tentaram, mas sua atitude foi interpretada como resistência ao processo ou algo do gênero.

Independente da linha teórica de sua terapia, o convite é refletir sobre qual postura você quer assumir nesse processo: uma postura mais passiva que coloca a terapeuta no lugar de autoridade e de quem sabe o que é melhor para sua vida, ou um papel colaborativo de quem divide a responsabilidade pela construção do processo psicoterapêutico?

Neste sentido, assumir uma postura mais ativa e colaborativa implica em se sentir parte integrante desse caminhar no qual a terapeuta é reconhecida no seu papel profissional, mas não dita a verdade sobre a sua vida.

Existe espaço numa terapia para que se faça uma avaliação do processo. Nenhuma terapia e nenhuma terapeuta são perfeitas. Algumas vezes precisamos do olhar da cliente para alinhar a direção. E como sabermos qual a direção? A que atende as necessidades da cliente e a empoderam.

Claro que isto também significa que a terapeuta precisa ampliar sua escuta para ter coragem de reconhecer quando, por melhores que sejam suas teorias, técnicas e intenções, não está ajudando aquela pessoa. Neste momento, contar com o olhar da cliente numa avaliação do processo faz toda a diferença.

Dito de outra maneira, acreditamos no processo psicoterapêutico co-construído na parceria entre cliente e terapeuta.

Categorias

Artigos Recentes