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Transformando as relações: “Da hipocrisia ao amor”

A família sempre foi um porto seguro para nossa protagonista do dia, no Workshop Relacionamentos que Curam do mês de Abril deste ano.

Talvez, por essa mesma razão, tenha sido muito difícil para ela ouvir de seu pai que ele iria se separar de sua mãe.

Foram precisos anos e anos para que aprendesse a conviver com uma família diferente do que desejava.
Afinal de contas, existe uma grande diferença entre a família que se sonha e a família que se tem, não é verdade?

No Workshop, nossa protagonista nomeou o problema que queria trabalhar como “a hipocrisia”.
Ela identificava a hipocrisia no modo como sua família se relacionava. De certa maneira, aos seus olhos, havia uma incoerência de valores entre o que se falava e como se agia.

Esse conflito de valores causava um distanciamento em relação aos seus familiares e em certos momentos trazia muita revolta.

Nosso trabalho começou com um longo e tenso diálogo com “a hipocrisia”.

Aos poucos percebíamos que a tensão que cercava aquela conversa ia se transformando lentamente numa conversa franca e sincera. Dialogamos com cada membro da família representados ali por outros participantes do grupo.

A imagem da família inicialmente que vislumbrávamos era de um grupo de indivíduos, solitários ainda que estivessem próximos.

Foi então que o inesperado aconteceu!

Ainda que todos nós naquela sala pudéssemos sentir a força da crença da “hipocrisia” algo surpreendentemente maior se fez presente: a força do amor!

A cada diálogo, em cada olhar, a cada mínimo gesto, em cada lágrima derramada, cada vez mais o sentimento de ser amada iluminava todo o ambiente!

Impossível não ver, impossível não sentir, impossível não admitir!

E não tardou até que nossa protagonista pudesse também reconhecer o quanto foi amada por todos de sua família. É verdade que talvez não do jeito que gostaria, não como mereceria, mas sim como foi possível.

Após 15 dias do Workshop tivemos nosso último encontro com a protagonista.

O que aprendemos com essa experiência?

“Que cada um de nós tem direito a sua fatia do bolo da felicidade e eu estou tentando comer a minha”.

Nossa protagonista percebeu que é preciso ter muita coragem para sair pela vida e assumir o seu direito de ser feliz, que cabe a cada um de nós abraçarmos a nossa felicidade. Respeitar o outro é um valor importante tanto quanto o respeito a si próprio. Aprendeu que o que nomeava como “a hipocrisia” na realidade era amor! Amor este que não podia ser reconhecido diante do sofrimento de uma separação.

Tudo resolvido? Ela será feliz para sempre?

Não! Esta é uma longa caminhada de aprendizado! E a vida não é um conto de fadas.

Talvez o seu maior desafio comece agora, depois do Workshop, na rotina do dia a dia: Aprender a reconhecer uma outra expressão de amor, aprender a não ficar no meio das dificuldades de relacionamento de seus pais, aprender que pode ser amada, e que amar vale a pena!

Com carinho,
Sueli Marino.

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